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DIÁRIO DE VIAGEM: HOPI HARI • TEXTURAS E ILUSÕES DE CENOGRAFIA | BLOND FOX

Olá raposinhas, tudo bem com vocês? Espero que estejam todos bem!!! ✨️ Puxe a correia de couro da câmera para o ombro, ajuste os passos sobre o piso de paralelepípedo cenográfico e observe com atenção redobrada. Ao cruzar as fronteiras de Hopi Hari, a multidão costuma entrar em disparada rumo às filas dos grandes brinquedos, ansiosa pelo próximo pico de adrenalina. A raposa, no entanto, para logo na entrada: antes de viver a ilusão, ela prefere examinar a textura das paredes que a sustentam. ✨️ ​Hopi Hari não é apenas um parque de diversões; ele foi projetado como um território autônomo, um país fictício com bandeira, moeda, hino e um idioma próprio esculpido nas placas e fachadas, o hopês. Para o olho desatento, tudo parece um cenário brilhante de entretenimento passageiro. Mas para a lente autoral e analítica da Blond Fox, o parque se transforma em um laboratório a céu aberto sobre a arte da ilusão e da arquitetura narrativa. ​O trabalho do cenógrafo é, na sua essência, u...

A Fotografia nos tempos do império • Proclamação da República Brasileira | Blond Fox

 "O passado chega até nós através de representações, ou seja, de materialidade que substitui ausências (que ficaram no passado)."

Roger Chartier


A fotografia é feita inteiramente de instantes; pequenos momentos dos quais se eternizam. E é por meio dela que os registros do passado chegam até nós. 


Olá raposinhas, tudo bem com vocês? Espero que estejam bem!

Sejam bem vindos!

Hoje é dia 15 de novembro, dia do qual é comemorado a Proclamação da República. A proclamação ocorreu no dia 15 de novembro de 1889 com a instauração do regime republicano assinado pelo primeiro presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca e com isso, chega ao fim a monarquia constitucional parlamentar.


Eu estava aqui pensando, como será que era a fotografia naquela época. 

Bom, eu fui pesquisar e estudar mais sobre o assunto e encontrei diversas coisas interessantes e é lógico que eu precisava vir aqui contar.


A expansão da fotografia amadora no Brasil aconteceu no finalzinho do século 19, pois essa era a forma mais acessível que as pessoas tinham com a fotografia. 

Um fotógrafo amador é aquele que pratica a fotografia sem retornos financeiros, ou seja, a sua principal fonte de renda não advém de seus trabalhos fotográficos. 

O primeiro daguerreótipo do país foi adquirido pelo Dom Pedro II em 1840, na época com apenas 14 anos.

Dom Pedro II foi o último monarca do império, do qual reinou o país por aproximadamente 58 anos.

O daguerreótipo é conhecido como a primeira câmera fotográfica do mundo, do qual fazia todo o processo de registro de cenas através da ação da luz. Ele foi desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguèrre. E foi um produto de grande consumo cultural na Europa no ano de 1839.

~ Ele parecia uma caixinha ~


Muitos consideram Dom Pedro II como o primeiro fotógrafo brasileiro, mas acredita-se que, na verdade, ele foi o grande pioneiro da expansão da fotografia no país e não desenvolveu a atividade. 

~ Uma curiosidade: Dom Pedro II era um grande amante e estudioso da física e ciência. ~


Durante esta época, muitas pessoas utilizavam a fotografia para práticas de superioridade racial; Fins de comparação da inferioridade de negros, mestiços e indígenas. E com essas práticas, a fotografia possuía o papel de criação do famoso "olhar europeu" no Brasil.

Para exemplificar essa prática, eu li um caso que aconteceu na década de 1869, com o famoso cientista francês Louis Agassiz, que era amigo de Dom Pedro II.

Em sua expedição para o Brasil, Louis realizou diversas fotografias de retrato de negros, mestiços e indígenas. Essas imagens eram usadas seguindo o modelo de estudo da antropometria, que é uma área que estuda o corpo humano através de suas medidas e dimensões, então, as fotografias destes grupos ficavam expostas juntamente com réguas.


Muitos fotógrafos estrangeiros vieram ao Brasil para fazer divulgação de seus trabalhos fotográficos e também para criar o mercado fotográfico, o que até então, não existia por aqui.

E como uma forma de valorizar não só estes fotógrafos estrangeiros, mas os daqui também, Dom Pedro II concedeu o título de "Fotógrafo da Casa Imperial" a muitos artistas.


Muitos pintores mal sucedidos em suas carreiras tornaram-se fotógrafos, já que a arte fotográfica possui muitos princípios da pintura.

Enquanto outros pintores, que não aderiram a este movimento, não consideravam a arte da fotografia como uma manifestação artística, já que ela é uma arte da qual não se utiliza as mãos e sim um equipamento, a câmera fotográfica. 


E essa é um pouquinho da história. 

Conhecimento nunca é demais!


É isso!

Beijos da raposa e até a próxima!

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