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E se a fotografia existisse nas primeiras celebrações do Ano Novo Chinês? | Blond Fox

Olá raposinhas, tudo bem com vocês? Espero que estejam todos bem 🧡✨️



​Imagine o cenário: estamos na Dinastia Shang, há mais de 3.500 anos. O mundo é movido por rituais, observação dos astros e a luta constante para espantar o temível monstro Nian.
Hoje, dia 17 de fevereiro, celebramos o Ano Novo Chinês, e o meu olhar de raposa não consegue evitar a pergunta: E se, em vez de apenas pincéis e pergaminhos, tivéssemos lentes capturando aquele nascimento cultural? ​Se a fotografia tivesse surgido às margens do Rio Amarelo, a nossa história visual seria um recorte de seda, pólvora e mistério.

​A primeira coisa que mudaria seria a nossa percepção das cores. O vermelho, para os chineses, é a cor da proteção e da sorte. Na fotografia analógica primitiva, o vermelho é uma cor densa, que exige exposição e cuidado.
​• O Registro do Sagrado: Imagine fotos em preto e branco com filtros vermelhos que transformariam as celebrações em cenas de alto contraste. O céu, iluminado pelas primeiras lanternas de papel, ganharia uma textura granulada e mágica, onde a luz não apenas ilumina, mas "rasga" a escuridão.

​• A Textura da Seda: No nosso Scrapbook, o detalhe é tudo. Imagine macros de bordados imperiais feitos com fios de ouro puro. A fotografia revelaria o desgaste natural dos trajes após as danças do dragão, algo que a pintura, sempre em busca da perfeição, muitas vezes omitia.

​Nessa época, as celebrações eram frenéticas para assustar os maus espíritos. Como pedagoga da imagem, eu fico fascinada ao pensar no movimento.
​• A Estética da Pressa Ancestral: Sem os sensores rápidos de hoje, as fotos das danças do dragão seriam borrões poéticos de luz e tecidos. Seriam registros de energia pura, onde o movimento das lanternas criaria rastros de luz (light painting) naturais, muito antes de sabermos o que era longa exposição.

​• O Fogo e a Pólvora: O Ano Novo Chinês marca a invenção da pólvora. E se pudéssemos ver a primeira faísca de um foguete capturada por uma câmera obscura? Seria a prova física de que a humanidade sempre tentou "domar" o brilho para celebrar a vida.

// O Scrapbook da Dinastia
​Como seria o álbum de memórias de uma família daquela época? Em vez de pastas digitais, teríamos rolos de papel de arroz com fotos coladas, intercaladas com caligrafia feita a nanquim.
​A fotografia não teria vindo para substituir a pintura, mas para dar a ela um choque de realidade. Seria o encontro do "Algo Maior" com a tradição milenar. Veríamos os rostos reais das imperatrizes, o cansaço feliz dos camponeses após a colheita e o brilho nos olhos das crianças ao verem a primeira lanterna subir.


​🦊 O que você gostaria de ter visto "revelado"?
​Se você pudesse voltar 3.500 anos com uma câmera na mão hoje, você focaria nos grandes desfiles imperiais ou nos pequenos rituais dentro das casas de bambu?
​A fotografia é o nosso amuleto contra o esquecimento. E hoje, celebrando o Ano Novo Chinês, a gente percebe que o desejo de registrar a luz é tão antigo quanto a própria civilização.
Que esse novo ciclo traga o olhar afiado de uma raposa e a força de um dragão para as suas criações! 👇🧡

• PARA APROFUNDAR O TEMA •
✨️ https://www.laofotografia.com.br/blog/o-que-a-china-tem-a-ver-com-a-fotografia-EPT1503/

✨️ https://taoismo.org.br/sociedade-taoista/jornal-tao-do-taoismo/ano-novo-chines-a-lenda-do-monstro-nian-1/

✨️ https://science.howstuffworks.com/environmental/earth/geology/cinnabar.htm#:~:text=O%20sindoor%2C%20ou%20vermelh%C3%A3o%2C%20%C3%A9,%C3%89%20usado%20para%20fins%20cosm%C3%A9ticos.&text=%C3%89%20importante%20notar%20que%20existem,causar%20danos%20a%20longo%20prazo.

✨️ https://spice.fsi.stanford.edu/docs/the_shang_dynasty_1600_to_1050_bce

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